Decorria o ano 57 do Tempo comum quando a Comunidade Augustus, assim baptizada em honra dos feitos e glória do falecido Imperador Romano, foi epicentro de uma das mais épicas e históricas medidas de mobilização de engenhos e forças, sobre a liderança do então Chefe de Comunidade Tibério Vespasiano… e é sobre essa notável capacidade de mobilização e crença que esta narrativa se irá debruçar:
O Império Romano tinha atingido a capacidade máxima de expansão territorial, com a recente conquista da Britânia, mas, dentro das suas províncias, a heterogenidade era evidente, o que levava a climas de instabilidade e conflito, devido à tentativa de instalação de uma doutrina comum a todo o território, em que, quanto maior fosse a cobertura, maior também seria a probabilidade de encontrar seitas que se oporiam a tal ou então aproveitariam para difundir ao longo do império doutrinas opostas às defendidas pelo senado, através de rabinos e missionários entusiastas, nomeadamente as Províncias a leste e sul do Mediterrâneo.
E foi precisamente essa a situação com que se deparou Tibério Vespasiano, então Chefe da maior Comunidade costeira situada na Província de Terraconensis. Já em missivas que havia trocado recentemente com Governadores e Cônsules de Comunidades vizinhas, Tibério havia sido alertado para o facto de um rabino, nascido Saulo mas que agora se proclamava Paulo de Tarso, havia feito chegar, certamente aproveitando frotas mercantis, cartas e missivas aos povos a Ocidente do Império, que proclamavam um evangelho sobre a morte e ressurreição de um Nazareno chamado Jesus Cristo, apelidado de “Ha-Mashiach” (o Messias), o “Filho de Deus” e o “Pão e a Vida”.
Não será de estranhar portanto que quando, também lhe fora endereçada, a si e ao seu povo, uma missiva por parte do intrépido rabino, o Chefe de comunidade ficou aprisionado num enorme dilema.
A divulgação de uma mensagem assim, que apela ao fim das Leis do Homem a troco das Leis desse Deus, que acusa Roma de roubar tesouros de outras doutrinas, que impele a oferecer o Espírito a esse Deus e a tratar os inimigos do Império como irmãos, podia conduzir a um motim por parte dos povos, que se juntariam em guerras contra a teologia da Cidade Eterna, correndo o risco a vê-los aliar-se aos povos para além da Thracia, e estremecer os alicerces do Império.
Tibério não iria permitir que a estabilidade fosse ameaçada por um grupo de iletrados, a quem Paulo de Tarso apelidava de Gentios, que acreditam que existe um só Deus que enviou o seu filho ao Mundo só para anunciar a salvação.
Porém, o ímpeto pouco efeito teve Senado, pois apesar de tamanha devoção nas palavras que ditou aos escrivas durante as suas missivas, as Legiões estavam deslocadas para Norte e Britânia ainda em guerra pelo total controlo da região e fronteiras, e seria um desperdício dos fundos de Roma partir em busca de um mero rabino com bons dotes para a narrativa, que, aos olhos do modesto Chefe de Comunidade, poderia conduzir a uma enorme revolução dentro do império, quando tinham como armas, não as lâminas e escudos, mas a fé na palavra de um Deus.
Tibério porém, não se aquiesceu com a nega e decidiu, à sua maneira, assegurar o clima de paz e estabilidade da província, e quiçá, de todo o território.
Assim, rodeou-se com os mais dedicados artesãos e carpinteiros, e empreendeu um projecto megalómeno em nome da sua civilização: inspirado no embarque de Menelau para resgatar Helena a Tróia, mandou construir os mais apetrechados e modernos estaleiros navais, e neles ordenou que fosse construída a mais nobre, rápida e moderna frota de galés que alguma vez fora vista, a exemplo da personificada na obra de Homero.
Quando finalmente o seu empreendimento ganhou vida, um já amadurecido Tibério Vespasiano, convocou um conselho militar com os mais talentosos Almirantes que a província criou, e juntos delinearam a estratégia para controlar o Mar Mediterrâneo, combater as seitas dos radicais, e assim assegurar a estabilidade do Império.
O dia em que a monumental frota partiu na sua missão passou a ser recordado pelo discurso do dedicado Chefe de Comunidade, que terminou o apronto com a célebre frase: “Ergo Mare Nostrum es” (hoje o mar é nosso).
No ardor da batalha Tibério Vespasiano verifica que a fé dos seguidores do rabino Paulo de Tarso era tal que lutavam, apesar de disporem de uma frota antiquada e em menor numero, como se o próprio Deus luta-se por eles. Ordena então que a batalha cesse e chama Paulo de tarso ao seu Almirantado.
Mal Paulo de Tarso começa a falar Tibério Vespasiano é tocado pela Luz de Cristo o Homem Novo e percebe que esta mensagem de Paz e Amor entre os Homens só pode vir do verdadeiro e único Deus. Converte-se e entrega a sua Comunidade de Terraconesis à fé de Paulo.
Esta é a história da Conversão da Comunidade Augustos, de Terraconesis e do seu Chefe Tibério Vespasiano.
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Dia 25 de Julho |
Dia 26 de Julho |
Dia 27 de Julho |
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Manhã |
Roma conquista Terraconensis
(Chegada ao campo) |
Construção dos Estaleiros
(Alicerces do Serviço) |
Mare Nostrum
(Jogos de água) |
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Tarde |
Roma conquista Terraconensis
(Chegada ao campo) |
Construção da frota Naval
(Serviço) |
Galés Regressam, é declarada a Paz
(Eucaristia, Reflexão, Almoço e Partida) |
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Noite |
Tibério Vespasiano torna-se C. de Comunidade
(Montagens, Jogo Quebra Gelo) |
Reunião dos Almirantes
(Fogo de Conselho) |
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